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Microsserviços: quando usar e obter maior retorno?

Com a crescente necessidade de integração de dados, alguns termos invadiram as corporações. A arquitetura orientada a serviços, conhecida pela sigla SOA, se espalhou nas empresas como método para integração de dados. Em sequência, os microsserviços, uma variante do SOA, assumiram protagonismo nos processos de integração.

Apesar das vantagens trazidas pela adoção da arquitetura de microsserviços, esse método também demanda alguns cuidados para que sua implementação aconteça de forma positiva. É importante que gestores de tecnologia, arquitetos de dados e profissionais de desenvolvimento fiquem atentos a alguns pontos.

O que são microsserviços?

No modelo tradicional, na arquitetura monolítica, as aplicações são criadas em uma estrutura única que contém múltiplas funcionalidades. Mesmo que o usuário precise de apenas um dos serviços, todos os demais são carregados. Além disso, se um deles precisar de atualização, geralmente é preciso modificar partes inteiras do sistema.

Em contraste, temos a arquitetura de microsserviços, onde o sistema é dividido em diversos serviços que podem ser adaptados e integrados para a criação de um sistema maior. Por serem modulares, os microsserviços podem servir a várias aplicações na empresa, sem que se precise desenvolver um sistema inteiro para cada funcionalidade.

Quais são as vantagens de usar os microsserviços?

Os microsserviços não ganharam relevância por acaso. Uma pesquisa global realizada em 2018 revelou que 92% dos participantes aumentaram seus microsserviços em 2017 e 92% pretendiam continuar aumentando em 2018. As principais motivações são agilidade, citada por 82%, e escalabilidade, mencionada por 78%. Veja como alguns benefícios podem ser alcançados pelos microsserviços!

Escalabilidade

Uma vez que cada serviço é desenvolvido separadamente, uma função pode ser redimensionada, adaptada e corrigida sem precisar modificar todo o sistema.

Serviços críticos podem estar presentes em diversos servidores, aumentando a disponibilidade deles sem ter que aumentar também os serviços menos relevantes.

Menos impactos dos erros sobre o funcionamento dos sistemas

Diferentemente da arquitetura monolítica, nos microsserviços um erro em uma das partes não necessariamente vai afetar toda a aplicação. A manutenção e a correção de erros podem ser feitas de forma independente e o usuário não terá os demais serviços afetados.

Flexibilidade

Outro ponto importante é a liberdade para que os desenvolvedores trabalhem com diferentes linguagens e escolham a solução mais adequada para cada serviço. Depois, eles podem se comunicar usando ferramentas de integração.

Diminuição do tempo de desenvolvimento

O uso de microsserviços reduz o tempo de desenvolvimento, otimiza a produtividade da equipe e reduz o tempo necessário para a finalização do projeto. Várias equipes podem trabalhar simultaneamente, o que faz com que a implementação fique mais rápida.

Isso significa que o prazo entre a concepção do produto e a sua disponibilização no mercado, chamado de Time to Market, é reduzido. Também é possível usar serviços já existentes em outras aplicações para as aplicações novas, economizando tempo de desenvolvimento.

Redução de custos

Por fim, o resultado da adoção da arquitetura de microsserviços é a redução de custos de aquisição, de implementação e de suporte. Ao trabalhar com uma arquitetura fragmentada em vez de um grande bloco seus computadores podem ser menos robustos, reduzindo os custos de aquisição.

A implementação mais rápida e a manutenção facilitada explicam a redução nos demais pontos. Ou seja, os microsserviços podem diminuir o Total Cost of Ownership (TCO).

E os cuidados necessários?

A arquitetura de microsserviços é realmente muito vantajosa e pode parecer promissora para muitas empresas. Porém, para que ela funcione, é preciso estabelecer uma cultura organizacional voltada para esse modelo. Sua empresa precisa estar preparada para:

  • formar uma equipe ágil que acompanhe a velocidade de desenvolvimento dos microsserviços;
  • monitorar toda a infraestrutura para detectar problemas;
  • gerenciar várias equipes trabalhando simultaneamente;
  • trabalhar com equipes multidisciplinares;
  • testar os serviços de forma complexa.

Afinal, quando é recomendável usar os microsserviços para obter maior retorno?

Os microsserviços podem reduzir o tempo de desenvolvimento e antecipar entregas, além de dar mais flexibilidade ao sistema. Ao mesmo tempo, eles demandam maior cuidado e esforços adicionais para manter sua gestão, governança e segurança.

Os microsserviços são recomendáveis principalmente para projetos de alta complexidade. Quando a complexidade é baixa, esse esforço extra de gerenciamento pode não compensar.

Para muitas empresas, um modelo de integração de dados híbridos pode ser uma boa escolha. Nesse modelo, SOA, APIs e microsserviços podem coexistir, cada um carregando as suas vantagens e sendo utilizado para os projetos aos quais eles se adequam mais.

Se bem implementados, os microsserviços trazem benefícios importantes para as companhias. Quer saber mais sobre como elaborar uma integração de dados eficiente e bem estruturada, acesse o Guia 1 – Como elaborar um assessment de integração de dados em sua empresa.

GM-E005---Integrações-como-resolver-problemas-com-Microserviços
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