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Quais os passos para implementar o Ágil

A implementação da metodologia ágil ainda é “temida” por muitas organizações devido às inúmeras dúvidas relacionadas ao tema. No entanto, com o mercado pedindo respostas cada vez mais rápidas, a entrega do software precisa viabilizar a liberação de produtos funcionando cada vez mais rápido. De acordo com o livro escrito por Jeff Sutherland, “Scrum – a Arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo”, ele apresenta vários pontos fundamentais para implementar a metodologia ágil em uma organização. Na obra, ele aborda o método Scrum, que é um dos mais conhecidos atualmente, mas este também serve para outras metodologias ágeis. Confira:

Passo a passo da implementação do método ágil

  1. Seleção de um Product Owner – Este é o responsável pela visão geral do que será desenvolvido e entregue no projeto. Ele que avaliará quais são os riscos e benefícios no desenvolvimento, e também o que motiva a equipe. Basicamente, o Product Owner é aquele que dirá o que precisa e o que não precisa ser feito no produto dentro da metodologia ágil.
  2. Escolha da equipe – Sendo um passo fundamental para o software ser bem sucedido, é preciso avaliar com cuidado as necessidades daquele projeto. Ao fazê-lo, a organização deverá escolher as pessoas mais adequadas, cada um com sua habilidade, e neste ponto é necessário um bom Product Owner para definir o que será preciso. No livro de Sutherland, ele recomenda que, mesmo cada membro tendo uma função específica, é importante que todos tenham conhecimento sobre todos os pontos do projeto ágil.  A equipe deve ser composta de até 9 membros, e eles atuarão com autogerenciamento.
  3. Definição de um gestor – Assim como uma orquestra precisa de um maestro, uma equipe ágil precisa de alguém para gerenciá-la. Basicamente, o gestor vai orientar a equipe quanto as estruturas do processo, e ajudará a eliminar os desafios que atrapalham e ajudam no progresso. Este é o papel do Scrum Master.
  4. Criar e priorizar um Product Backlog – O Backlog é uma lista de tudo que é necessário para realizar o projeto. Ou seja, a lista deve incluir o desenvolvimento do produto e é fundamental que este backlog seja bem estruturado. Com isso, é possível ganhar em produtividade e saber o que é mais importante a ser feito.
  5. Elaborar estimativas do Product Backlog – A equipe do projeto precisa ter a competência para elaborar as estimativas de cada um dos itens da lista do backlog. A equipe precisa colocar o esforço necessário em cada um dos itens. Assim é possível determinar a produtividade e a velocidade na qual o projeto será desenvolvido. Não se deve estimar os itens em horas, mas sim em uma classificação relacionada ao tamanho.
  6. Planejamento da Sprint – Após organização inicial do projeto, a equipe, o Scrum Master e o Product Owner se unem para planejar a Sprint, o ciclo que tem uma duração específica. Em geral, uma Sprint é definida entre duas a quatro semanas, e para cada uma é definido um backlog, que é o que deve ser feito dentro do tempo determinado da Sprint. A equipe olhará para as tarefas prioritárias no backlog e estimará o tempo necessário para realizar dentro da Sprint. Isso é conhecido como a velocidade da equipe e o Scrum Master deverá aumentar o número de pontos a cada Sprint.
  7. Torne o trabalho visível – Utilizando a metodologia Kanban, ou Scrumban (que une o Scrum com o Kanban), é possível deixar “visível” todo o trabalho a ser feito. Ele é importante para deixar toda a equipe ciente do progresso, diminuindo a ansiedade da equipe e deixando o andamento do projeto transparente a todos.
  8. Revisão diária – Dita por Sutherland como “Daily Scrum”, ele preconiza que todos os dias a equipe deve se reunir por um período de até quinze minutos para responder a três perguntas: o que foi feito ontem, o que será feito hoje, e se existe algum impedimento para a equipe concluir a Sprint. A reunião é necessária para toda a equipe saber em que ponto está a Sprint.
  9. Demonstração do produto – É o momento em que a equipe apresenta o que conseguiu realizar durante a Sprint. A ideia é mostrar um produto que pode ser entregue ao cliente, mesmo que ele não esteja completo.
  10. Retrospectiva da Sprint – Aqui é determinado o comportamento da sprint pelo o que aconteceu durante uma iteração, sendo fundamental para apresentar um feedback.  Esse feedback ajuda no aprimoramento do processo  e tem um efeito positivo na qualidade das entregas e no ambiente de trabalho.

O desenvolvimento ágil é importante para reduzir os períodos de entrega. Ao dividir grandes atividades em diversas parcelas, ajuda-se a realizar entregas constantes e mais eficientes ao cliente. Desse modo, o próprio cliente fica mais integrado com todo o processo e identifica a melhoria do projeto antes de sua conclusão. Ou seja, o valor do produto aumenta e as chances do software ser mais bem sucedido são maiores.

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