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A RUMO Logística, empresa do Grupo Cosan que adquiriu a ALL (América Latina Logística) em abril de 2015, conta com 1000 locomotivas, 25 mil vagões e administra mais de 12 mil quilômetros de malha ferroviária. A organização mantém mais de 13 mil funcionários diretos e indiretos e tem focado fortemente na expansão da capacidade de operação, redução de custos e aumento da eficiência operacional.

Dificuldade enfrentada

A complexidade do meio logístico ferroviário desprende um grande esforço para a garantia da entrega da mercadoria no tempo acordado e sem maiores incidentes.

Fatores diversos como clima, qualidade da via, manutenção dos ativos e até contexto social podem acarretar em perdas e acidentes.

Com o intuito de minimizar essas questões, as áreas de tecnologia da informação, engenharia e tecnologia operacional atuam em conjunto, a fim de monitorar questões técnicas que possam representar possíveis problemas nos ativos e na via.

Para tal, diversos sensores são utilizados e medem desde a temperatura dos eixos dos veículos em trânsito, os impactos das rodas nos trilhos, as temperaturas da via, possíveis descarrilhamentos e afins.

Esses sensores, apesar de coexistirem no meio ferroviário há muito tempo, utilizam protocolos heterogêneos, são produzidos por diferentes fornecedores e não conversam entre si.

A fusão da RUMO com a ALL desencadeou uma série de investimentos na prevenção de acidentes visando identificar o status da frota e a situação da malha ferroviária. Algumas questões importantes foram motivadoras para estes investimentos.

•  A segurança do colaborador e de pessoas próximas a via,
•  Entrega da carga no destino no prazo e com qualidade,
• Redução do tempo de reparo, tanto da via quanto do carro, no caso de um acidente.

Com o aumento do investimento em segurança e otimização da manutenção de ativos, ainda mais sensores foram adquiridos e a análise das informações tornou-se um desafio para as áreas, realizadas até então de forma manual, dado o número de protocolos e plataformas divergentes para cada tipo de sensor e fabricante.

Solução apresentada

Diante do cenário citado, a equipe do Grupo Mult apoiou o time de Tecnologia da Informação da RUMO na pesquisa e estudo de soluções para criar um modelo de integração de dados capaz de coletar informações dos diversos sensores e protocolos existentes na operação ferroviária, de forma a agilizar a análise das informações geradas, projeto este denominado Supervisório.

Internet of Things

De acordo com Thiago Couto, Líder de Arquitetura do Grupo Mult, o resultado deste estudo direcionou para um trabalho adotando conceitos de IoT (“Internet of Things”, internet das coisas), amparados por solução de Big Data, além de investimentos em uma moderna rede de transmissão de dados, suportando toda a malha ferroviária da empresa, surgindo então o Projeto Supervisório.

A solução de IoT, utilizando-se de gateways de conexão, é responsável por fazer a tradução de cada protocolo dos diversos tipos de sensores em um protocolo único, amplamente utilizado para soluções desse tipo, o protocolo MQTT (Message Queue Telemetry Transport).

Resolvida essa conversão de protocolos, a solução de IoT executa regras utilizando de arquitetura serverless para tomada de ações imediatas. Ao detectar eixos superaquecidos, altos impactos nas rodas dos veículos e outros indícios de problemas, são disparados alertas para a operação tomar as devidas ações. Após toda leitura, as informações são armazenadas em um serviço de document store na nuvem e postado seu endereço em uma fila.

Big Data

A solução de Big Data lê os novos itens postados na fila, busca as respectivas informações armazenadas no document content store e um script que utiliza o Apache Spark persiste as informações em HDFS (Hadoop Distributed File System).

Após armazenadas as informações, diversos painéis consomem dados do HDFS e utilizam Oracle Analytics Cloud para cruzar informações dos diversos ativos da empresa, geolocalização, alarmes, informações dos sensores, temperaturas e afins, garantindo rápido acesso às informações relevantes para tomada de decisão, análise de relacionamento entre eventos e provendo uma plataforma única para monitoramento da saúde da malha e dos ativos ferroviários.

A abordagem de multi cloud baseou-se na Amazon Web Services com o objetivo de interagir com as things (eventos), processar regras e repassar informações e, na Oracle Cloud para transformar, armazenar, explorar e relacionar dados em larga escala, bem como para criar e exibir painéis (dashboards) que forneçam informações estratégicas para o negócio.

Guilherme Tucunduva, especialista do Grupo Mult em Big Data, reforça que essa arquitetura provê uma solução facilmente adaptável, robusta, auto escalável e resiliente para capturar e analisar dados bem como alarmar possíveis problemas, a fim de prevenir acidentes e garantir o transporte seguro de cargas e, com isso, atender os objetivos estratégicos de redução de custos e aumento da eficiência operacional.

Resultado: Eficiência Operacional

Robson Schmidt, Gerente de Tecnologia da Informação da Rumo, destaca os resultados já apurados com o projeto: para cada informação gerada pelo trânsito de locomotivas e vagões gastava-se 20 minutos, compreendendo a identificação e verificação dos dados gerados.

Com a adoção da solução o tempo foi reduzido para dois minutos, consolidando-se em dados analisados com maior acuracidade, pois a intervenção humana é menor. Além disso o sistema permite que a adoção de mais sensores não inviabilize a operação de análise das informações.

Em outubro de 2017 a Oracle reconheceu o caráter inovador do projeto Supervisório concedendo uma importante premiação a Rumo no evento mundial Oracle Open World, em San Francisco/USA.

Se você gostou de ler este case, entre em contato com nossos especialistas para saber mais sobre como o Grupo Mult pode trazer a eficiência operacional à sua organização.

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