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Inovação é a palavra-chave quando falamos de transformação digital. Por isso, é cada vez mais frequente que empresas precisem adaptar seus processos para atender demandas com eficiência e qualidade. Neste cenário, as APIs assumem um papel estratégico por viabilizar, de forma ágil, as integrações necessárias.

Chamadas de Interfaces de Programação de Aplicativos, as APIs (na sigla em inglês) são importantes agentes da transformação digital. Tratam-se de tecnologias de integração REST ou SOAP, que operam a base de um protocolo HTTP. Seu objetivo é promover a comunicação entre um software e outras aplicações que precisam se integrar ao seu backend.

Desta maneira, as APIs possibilitam o desenvolvimento de plataformas inovadoras, capazes de proporcionar a integração com sistemas de parceiros e também com outros dispositivos dentro da própria cadeia produtiva. E o melhor é que isso pode ser feito sem a necessidade de alterar a infraestrutura do sistema que detém os dados.

Implementando uma estratégia de APIs

Quando pensamos em inovação, é fundamental contemplar a implementação de uma boa estratégia de APIs. Seja para integrar processos internos ou para atrair novos parceiros.

O objetivo dessa estratégia é garantir maior flexibilidade, possibilitando a criação de novas funcionalidades e serviços, com foco na experiência do usuário. A vantagem é que, com as APIs, isso pode ser feito de forma ágil, garantindo assim as entregas contínuas de valor e sem a necessidade de redesenhar a infraestrutura inicial.

Para tanto, é importante que esse planejamento esteja alinhado aos objetivos do negócio. É preciso considerar, por exemplo, para qual finalidade as APIs serão desenhadas, quais dados serão expostos e quem terá acesso. Via de regra, as respostas a essas perguntas já direcionam para a abordagem que será adotada, podendo ser:

  • Privada – são desenhadas para integrar processos internos do negócio, servindo de suporte para uma estratégia de arquitetura de microsserviços. Sendo assim, podem expor dados sensíveis da empresa e de usuários e, portanto, devem ser gerenciadas com cautela. Neste sentido, as APIs são empregadas de modo a possibilitar a integração de sistemas internos, desenvolvidos separadamente;
  • Restrita – são expostas apenas a parceiros do negócio. Assim, cria-se um ecossistema de desenvolvedores envolvidos em desenhar produtos e serviços inovadores a partir dos dados disponibilizados. As integrações ainda são bastante controladas, uma vez que pode haver a exposição de dados sensíveis. Por outro lado, esse modelo já possibilita a monetização das interfaces;
  • Pública – são disponibilizadas abertamente para que qualquer desenvolvedor possa utilizar os dados no backend da plataforma como suporte para suas aplicações. No entanto, há nessa abordagem uma preocupação maior com a segurança e com a exposição de dados, já que não há o mesmo controle sobre a comunidade de desenvolvedores como existe na API restrita.

Sustentando modelos de negócio inovadores

Na economia digital, a tecnologia não é mais tratada como uma mera ferramenta. Ao contrário, o elo entre o setor de TI e as estratégias do negócio é cada vez mais estreito. É por isso que, para permanecerem competitivas no mercado, as empresas se veem diante da necessidade de integrar, de ponta a ponta, seus processos de inovação.

Neste sentido, as APIs podem servir de sustentação para modelos de negócio inovadores. Ou seja, estratégias que façam da integração de dados o próprio negócio. Como exemplo, podemos citar grandes empresas de tecnologia que foram responsáveis pela popularização das APIs, como Google e Facebook.

Um modelo de negócio inovador criado a partir de uma API é o Uber. A companhia integra ao seu sistema dados do Google Maps para alinhar motoristas e passageiros. Ou seja, a aplicação desenvolvida sobre a API é capaz de utilizar as informações de uma forma que o próprio detentor desses dados ainda não havia utilizado.

Promovendo a monetização de APIs

Ao dispor de uma plataforma de gerenciamento de APIs adequada, é possível não só expor os dados da interface com segurança, mas também cobrar pelo acesso a eles. Isso se dá por meio de estratégias de monetização de APIs, que podem variar de acordo com os objetivos do negócio.

Em um desses modelos, o desenvolvedor paga à empresa pelo acesso à API a fim de obter alguma vantagem sobre a concorrência. Outra forma de monetização é quando empresa e desenvolvedor compartilham os lucros da aplicação baseada na API. Neste caso, a organização que detém os dados pode receber uma porcentagem por vendas por meio da aplicação parceira, por exemplo.

Portanto, além de servir de base para a integração de processos, promovendo a inovação, as APIs ainda podem se transformar em importantes fontes de geração de receitas diretas, aumentando assim o faturamento da empresa ao explorar ao máximo o potencial dos dados enquanto ativos do negócio.

Para mais informações sobre o tema, acesse o Guia 1 – Como elaborar um assessment de integração de dados em sua empresa.

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