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Uma das principais tendências para facilitar o desenvolvimento dos softwares é a arquitetura de microserviços. Atualmente, os softwares são desenvolvidos em uma estrutura que consiste no back-end e front-end, em uma estrutura fechada com começo, meio e fim.

Já os microserviços é uma abordagem que desenvolve uma aplicação com diversos serviços e cada um deles executa um tipo de processo coreografado que se comunica através de uma API ou SDK -, funcionando através de mecanismos de deploy independentes e automatizados.

Ou seja, os microserviços dividem um sistema em serviços acionáveis e modulares, explorando a ideia de granularidade para facilitar a execução, além de ser melhor para adaptar-se as mudanças.

Origem do microserviços

O conceito foi exibido pela primeira vez em uma conferência de arquitetos de software em maio de 2011, nos Estados Unidos.

Ele veio para facilitar a vida do desenvolvedor ao criar sistemas mais flexíveis, escaláveis e com manutenção mais prática e ágil quando comparada a estrutura monolítica, que é a utilizada no mercado.

De acordo com essa conferência de arquitetos, a ideia é “fazer uma coisa e fazê-la bem”, onde os serviços são focados em realizar uma única função.

Microserviços X Arquitetura Monolítica

Tradicionalmente, a arquitetura monolítica é projetada para a criação de um único executável monolítico, onde os módulos compartilham dos recursos de processamento, memória, bancos de dados e arquivos. Ou seja, todas as funções do negócio são implementadas em um único processo.

Quando a alteração de um módulo se faz necessária, é preciso modificar todo o pacote e, portanto, diversas funcionalidades não necessárias para aquele momento precisam ser carregadas para modificar apenas uma única função.

Apesar da arquitetura monolítica ser muito eficiente, ela pode frustrar os desenvolvedores justamente por este último ponto citado e, a longo prazo, fica difícil manter uma estrutura modular, dificultando manter as constantes alterações que os aplicativos necessitam, não só acarretando em altos custos como também na lentidão dos serviços, já que os desenvolvedores precisam navegar em inúmeros códigos.

Avaliando alguns pontos sobre aplicações monolíticas:

  • Alta dependência dos componentes do código, já que as funções são interdependentes e a alteração em um dos componentes pode resultar em um funcionamento indesejado de toda aplicação;
  • Escabilidade limitada, exigindo que todo o sistema seja replicado mesmo com a alteração ou inclusão de uma nova instância, causando grandes custos;
  • Ausência de flexibilidade, já que é necessário ficar amarrado a tecnologia desenvolvida especificamente para o sistema, mesmo que nem sempre seja o modo mais eficiente;
  • Necessidade do sistema monolítico precisar de uma reinicialização quando há qualquer alteração em sua produção. Este procedimento pode acarretar riscos operacionais e o acompanhamento da equipe de desenvolvimento, testes e manutenção do sistema.

Foi nesse contexto que surgiu o conceito de arquitetura dos microserviços, gerando mais agilidade e flexibilidade, facilitando a execução dos serviços e também melhor se adaptando as alterações necessárias.

Microserviços na sua empresa

É imprescindível que as empresas se adaptem cada vez mais as novidades e aos avanços do mercado para garantir a eficiência e a excelência de seus serviços, se diferenciando no mercado e se destacando entre os concorrentes. Por essa razão, a arquitetura de microserviços tem se tornado tendência no mundo inteiro, já que ela resolve de modo prático e rápido os problemas. Além disso, ela também tem diversas outras vantagens, como:

  • Maior liberdade para desenvolvimento de serviços;
  • Utilização de códigos escritos em linguagens diferentes para serviços diversos;
  • Ampliação e integração de microserviços com terceirizados através de APIs de modo otimizado;
  • Mudanças em serviços específicos sem precisar mudar todo o aplicativo;
  • Facilita na identificação de falhas;
  • Otimiza a utilização da infraestrutura de nuvem;
  • Reduz drasticamente a complexidade de manutenção;
  • Reduz consideravelmente os custos, já que cada aplicação utiliza apenas o serviço que necessita.

Por mais que inicialmente seja necessário um investimento mais alto quando comparado ao sistema monolítico, a médio e longo prazo acaba representando uma grande vantagem ao empresário.

No entanto, é necessário atentar para alguns riscos que o sistema pode causar, já que ele aumenta a complexidade da coordenação e, portanto, a arquitetura deve ser bem planejada para não causar problemas a sua empresa.

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